Alternativas sustentáveis e novas técnicas de pavimentação para BR-163 são apresentadas
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Alternativas sustentáveis e novas técnicas de pavimentação para BR-163 são apresentadas

Fonte: Assessoria
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Foto: Assessoria.

Cerca de 170 pessoas, entre estudantes e profissionais da Engenharia Civil, participaram do 1º Seminário de Pavimentos Sustentáveis da BR-163/MT, nesta quinta-feira (15.03), em Cuiabá. Realizado pela Concessionária Rota do Oeste em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o evento trouxe alguns dos principais nomes na área de pavimentação para discutir ações estratégicas com foco no desenvolvimento de novas técnicas de pavimentos, especialmente voltadas para a BR-163.

Na abertura do encontro, o diretor de Engenharia da Concessionária, Diogo Santiago, destacou a importância da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em todo o processo de modernização da rodovia mais movimentada de Mato Grosso, por meio do Recurso de Desenvolvimento Tecnológico (RDT). A verba destinada pelo órgão federal às concessionárias de rodovias deve ser aplicada em estudos e pesquisas na área de engenharia rodoviária. Foi este recurso que possibilitou a montagem do laboratório de pavimento mais moderno de Mato Grosso, resultando em uma parceria entre a Rota do Oeste e a UFMT.

A representante da ANTT, Miriam Ramos Quebaud, destacou que a parceria segue um modelo importante já realizado em outros estados com concessão de rodovia, onde a união de conhecimento tem resultado em pesquisas importantes de mestrado e doutorado. “São ações muito importantes para a integração e o desenvolvimento”.

O seminário contou com a palestra da doutora Laura Motta, professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COOPE/URFJ). Com o tema “Conceitos sobre reciclagem, misturas mornas e novo método de dimensionamento de pavimentos”, a especialista abordou sobre sustentabilidade, patologias sofridas pelo pavimento, cuidados e dimensionamentos. “Não adianta copiar modelos e receitas de outros países e tentar implantar aqui, não dá certo. Temos que entender que as características de solo e clima são diferentes em cada lugar”.

O entendimento da professora vem ao encontro do trabalho realizado pela Concessionária e UFMT, que também fez parte da programação do seminário. No evento, o professor do Departamento de Engenharia Civil da UFMT, Luiz Miguel de Miranda, apresentou o projeto para implantação do Laboratório de Pavimentos em Mato Grosso. A unidade está em funcionamento na Sede da Concessionária, em Cuiabá. No local, estagiários do curso de Engenharia Civil da UFMT, campus de Várzea Grande e técnicos da Rota do Oeste realizam pesquisas, testes e estudos sobre o material fresado da BR-163.

“Hoje, o fresado é um material destinado ao lixo, mas com o laboratório poderemos recuperá-lo e principalmente, reutilizá-lo de forma mais econômica e sustentável. A expectativa é de começarmos o monitoramento na rodovia no último ano do projeto, em 2020. Até lá, o fresado será analisado, caracterizado, estudado e testado. Teremos muito trabalho pela frente para chegarmos a um novo produto”, disse.

A estudante de Engenharia Civil, Paula Corrêa, pensa em atuar na área de pavimentos e conta que ficou interessada em conhecer e até estagiar no laboratório da Rota do Oeste. Segundo ela, o estudo a respeito da pavimentação é de extrema importância no processo de elaboração de projetos para rodovias de grande porte, como a BR-163, por exemplo.

“Pelo que foi apresentado aqui hoje já deu para perceber que a nossa rodovia é diferente das demais do país por vários fatores. É compreensível que o pavimento deva ser específico também. Para quem gosta do tema, é motivador saber que teremos acesso a um laboratório como este, para aprofundar nossos estudos e chegar, quem sabe, a um material mais resistente e econômico”, pontuou.

Resultados – O relatório com os primeiros resultados coletados na análise técnica do fresado da BR-163 está sendo finalizado pela equipe do Laboratório de Pavimentos e deve ser entregue oficialmente à ANTT ainda em março. Nele, constam os dados relacionados ao acompanhamento e beneficiamento da fresagem, além dos ensaios laboratoriais de caracterização do pavimento, como a granulometria, índice de forma, desgaste à abrasão, adesividade, determinação do teor do ligante e densidade teórica máxima.

Após a entrega, o órgão regulador deve apontar novos direcionamentos para continuidade das pesquisas. Pelo convênio, este relatório deve ser enviado a cada seis meses à ANTT para acompanhamento do laboratório.