Aloísio e Amoroso pedem paciência com Ceni: “Deixa o patrão trabalhar”
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Aloísio e Amoroso pedem paciência com Ceni: “Deixa o patrão trabalhar”

Fonte: Filipe Rodrigues e João Pedro Ribeiro
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Como jogadores, Aloísio e Amoroso viram Rogério Ceni em seu auge. Eles formavam a dupla de ataque do Tricolor quando o então goleiro brilhou na vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool que rendeu ao clube o tricampeonato Mundial de Clubes, em 2005. Agora, fora de campo, os ex-atletas assistem às cobranças aumentarem sobre o agora treinador Rogério Ceni.

Após ser eliminado pelo Cruzeiro na Copa do Brasil na última quarta-feira, o São Paulo tenta reverter uma vantagem de 2 a 0 contra o Corinthians na semifinal do Paulista para evitar duas eliminações em uma semana. O duelo será neste domingo, 23, às 16h, na Arena Corinthians.

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Aloísio, que chama carinhosamente Rogério Ceni de “Patrão”, lembra que o ex-goleiro já orientava a formação tática da equipe quando era jogador. Para Chulapa, uma equipe formar uma nova mentalidade leva tempo. Por isso, confia em títulos. Mas pede paciência até que os resultados comecem a aparecer, independente do duelo de domingo contra o Corinthians.

– Sabíamos que quando houvesse uma ou duas derrotas seguidas, a cobrança
ia vir. Mas o importante é nós e a torcida apoiar e confiarmos. Não tem
nada perdido. Depois dos 90 minutos, a gente vê. Mas o ideal é dar um,
dois anos de trabalho para que ele monte um time forte e competitivo. O time está melhorando. O São Paulo está com um ataque rápido, um time
forte do meio para a frente. Lá atrás está devendo um pouco. Mas tenho
certeza que está no caminho certo. É só deixar o patrão trabalhar – disse o jogador durante uma clínica de futebol do clube americano Boca Raton para jovens de até 16 anos em Atibaia.

Amoroso, que faturou a Libertadores e o Mundial com Rogério em 2005, gosta do padrão de jogo implantado pelo treinador no São Paulo. Segundo ele, o Tricolor gosta da posse de bola e tem uma postura ofensiva. Amoroso acredita que Rogério pode ter no banco a mesma carreira longeva que tem como goleiro.

– Eu vejo um padrão de jogo. É um time que fica com a bola. E quem fica com a
bola, corre menos. Você é agressivo quando tem que ser agressivo. É necessário ter paciência, pois é o maior ídolo da história do São
Paulo, que planeja ter como técnico o mesmo sucesso que teve como
atleta. O torcedor precisa saber que o Rogério pode ser um
Alex Ferguson (técnico do Manchester United entre 1986 e 2013), um Arsène Wenger (no Arsenal desde 1996 até agora) pela mentalidade e idolatria – afirmou o ex-atacante, que atuou pelo Boca Raton e é o responsável pela marca do clube no Brasil e na América Latina.

O novo camisa 14

Quando deu o passe para Mineiro marcar o título do Mundial sobre o Liverpool, Aloísio usava a camisa 14. Agora, o atacante assiste feliz a um outro jogador vestir a 14 para balançar redes adversárias. A contratação de Pratto agradou Chulapa.

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– Sou fã dele. Quando houve a contratação, fiquei muito feliz. Se eu tomava 10 danones, eu tomei 20. E tem também o Gilberto que está muito bem, fazendo gols. É bom quando tem essas opções. Queríamos que na defesa estivesse assim. Que tanto dentro, quanto quem está fora estivesse bem, para quem é titular pensar que se vacilar perde a posição – afirmou.