Almir Sater faz show gratuito amanhã na 44ª Exposul
Supermoveis

Fullbanner2


Almir Sater faz show gratuito amanhã na 44ª Exposul

Fonte:
SHARE
Foto:Internet.

O cantor sul mato-grossense Almir Sater se apresenta amanhã (10-08) no palco central da 44ª Exposul de Rondonópolis, a partir das 23 horas.  O show tem entrada gratuita e vai mostrar o novo trabalho batizado de “AR”, produzido em parceria com o também cantor Renato Teixeira.

Apesar de amigos e parceiros musicais, é a primeira vez que os artistas lançam um CD juntos. Gravado entre o Brasil e Nashville (EUA), com produção do norte-americano Eric Silver, o álbum traz 10 músicas inéditas compostas por eles e agraciados no 27º Prêmio de Música Brasileira de 2016, como melhor dupla regional.

O disco navega por diversas vertentes e influências musicais, como o folk e o country, do bluegrass ao rock Anos 70, sem deixar de flertar com o purismo da música caipira e a poesia bucólica. “Tem uma fase da vida que você é rock and roll, tem outra fase que você é country e tem aquela que você é folk”, lembra Renato Teixeira.

Almir Sater tem um estilo caracterizado pelo experimentalismo, agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas ao folk norte-americano e com influências das culturas fronteiriças do seu estado MS, como a música paraguaia e andina e com pegadas de rock e blues.

Almir lembra que a tônica foi de montar um repertório com matizes diversos. “Apesar de sermos parceiros, temos estilos particulares. Foi possível deixar os dois bem evidentes”. “Todas essas músicas têm a cara da gente e condizem com a história que trilhamos juntos há mais de 30 anos. Nossos admiradores saberão que ele foi feito com o amor de sempre”, afirma Renato.

Almir Sater é violeiro, compositor, cantor e instrumentista. Gravou seu primeiro disco solo “Estradeiro” em 1981 pela Continental. Participou de diversos shows e festivais de Músicas. Porém em 1990 – ao aceitar convites para representar em novelas, “personagens de violeiro” teve sua grande oportunidade de se tornar conhecido nacionalmente e assim dar continuidade a sua real profissão: Compositor e Violeiro até os dias atuais.

Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é classificada como atemporal. Agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas e também com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina. E o resultado é único: ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.

Com mais de 30 anos de carreira sólida e 10 discos solo gravados, Almir tornou-se um dos responsáveis pela preservação da viola de 10 cordas, sendo reinventada, o músico acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, temperado com estilos estrangeiros como o blues, o rock e o folk, uma mistura de música folclórica, erudita e popular, considerada atemporal. O seu último CD, 7 Sinais (2006), traz um repertório eclético e inovador e conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges.

Nascido em Campo Grande Mato Grosso do Sul desde os doze anos já tocava violão e gostava do mato e sons da natureza. Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de advogado, motivado inicialmente por escutar no Largo do Machado uma dupla tocando viola caipira. Retornou a Campo Grande onde formou a dupla Lupe e Lampião com um amigo, adotando Lupe como nome artístico. Desfeita a dupla, dedicou-se então ao estudo de viola de 10 cordas, tendo Tião Carreiro como mestre. Motivado pela Música, foi para São Paulo para dar início a sua carreira solo.

Em 1979 foi para São Paulo, onde iniciou um trabalho com sua conterrânea Tetê Espíndola, acompanhando também a cantora Diana Pequeno.

Gravou seu primeiro disco em 1981, “Estradeiro” contando com a participação de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Fez parte da Geração Prata da Casa no início dos anos 80, sendo uma das principais atrações do movimento que juntou os maiores expoentes da música sul-mato-grossense.

Em 1986, juntamente com o parceiro Paulo Simões, com o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e do fotógrafo Raimundo Alves Filho, iniciou uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros, de maneira poética, enquanto percorriam o Paiaguás, Nhecolândia, Piquiri, São Lourenço e Abobral. Esse projeto, batizado de Comitiva Esperança, resultou em um documentário co-produzido pelo próprio artista juntamente com Paulo Simões.

Em 1988 foi escolhido por unaminidade pela crítica para participar da abertura do Free Jazz Festival, em 1989, ao lado de nomes sagrados da música mundial. Dono de um talento ímpar e versatilidade como cantor, compositor, violeiro e instrumentista, sendo reconhecido como um dos artistas mais completos da música brasileira. Único cantor do país a cantar em Nashville, nos Estados Unidos, (cidade considerada o berço da música country americana), no mesmo ano, onde gravou o disco Rasta Bonito com a participação de Eric Silver, resultou no encontro da viola com o banjo americano.

Nos anos 90 ganhou três prêmios Sharp com as canções “Moura” (como melhor música instrumental e solista) e como coautor de Tocando em Frente, (considerada um “hino” motivacional da música brasileira) como melhor canção na voz de Maria Bethânia, em parceria com Renato Teixeira.

Na mesma década estreia como ator na telenovela Pantanal (de Benedito Ruy Barbosa) pela Rede Manchete em 1990. Na trama, Almir deu muito o que falar por sua interpretação como Trindade, um peão misterioso. Em 1991 protagonizou, ao lado de Ingra Liberato a novela ‘A História de Ana Raio e Zé Trovão’, de Marcos Caruso, pela mesma emissora.

Paralelamente na mesma época, Almir Sater estabeleceu ricas parcerias com Renato Teixeira e Paulo Simões, que criou verdadeiras pérolas do cancioneiro regional-popular. Com Sérgio Reis o artista fez parcerias somente em novelas. Suas influências vão de Tião Carreiro, Al Jarreau, Beatles e Pink Floyd às músicas fronteiriças com seu estado MS como andina e paraguaia. Também toca violão folk de 12 cordas e charango. Os personagens vividos pelo ator possuíam essas características similares como em O Rei do Gado, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Globo, entre 1996 e 1997, onde seu personagem fazia dupla com o personagem de Sérgio Reis, “Pirilampo & Saracura”, tendo gravado, inclusive, músicas na trilha sonora da novela.

Sua última aparição como ator foi em 2006 na telenovela Bicho do Mato, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman (remake da telenovela homônima, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro exibida pela Rede Globo em 1972), pela Rede Record, em que interpretava o personagem Mariano.

Em 2010 o artista foi um dos convidados para o especial e gravação do DVD “Emoções Sertanejas”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Sua interpretação para a canção “O Quintal do Vizinho”, contida e suave, recebeu diversos elogios, sendo apontada por vários internautas como a mais bonita apresentação.

Em 2012 foi apontado pela Revista Rolling Stone Brasil, entre os 30 Maiores Instrumentistas da guitarra e violão da Música Brasileira.

EXPOSUL – A 44ª Exposul será realizada entre os dias 8 e 13 de agosto de 2016 no Parque de Exposições Wilmar Peres de Farias. O passaporte está sendo vendido a R$ 149,00, podendo ser dividido em até três vezes no cartão de credito. Os ingressos podem ser encontrados na loja West Country, Mercado Costa, Padaria Vip, Selaria Jaciara, Tend Tudo Supermercados e no Rondon Plaza Shopping.

 Fonte:PautaPronta.

Montreal