Aliado de Bezerra, jornalista valoriza Emanuel Pinheiro e pede “corrente” para prefeito...
Supermoveis

Fullbanner2


Aliado de Bezerra, jornalista valoriza Emanuel Pinheiro e pede “corrente” para prefeito passar mal momento

Fonte: Da Redação
SHARE
Foto - Assessoria

Para o cidadão mato-grossense que está vendo todo o absurdo delatado pelo ex-governador Silval Barbosa, ilustrado nos vídeos de ex-deputados estaduais de Mato Grosso recebendo, supostamente, propina para votar em favor do então chefe do Executivo, o sentimento de revolta chega por dois motivos: o primeiro obviamente ao constatar de maneira comprovada o nível ridículo de intensas negociatas a que chegou a política no estado, mas também, em um segundo momento, ao ter que “consumir” as tantas desculpas esfarrapadas em forma de nota enviadas pelas assessorias dos envolvidos. Mas não se pode dizer o quão deprimente é notar aliados, profissionais ou mesmo os chamados “puxa-sacos”, pensando obviamente no próprio umbigo, abrindo discussões e defendendo o indefensável, na imprensa e principalmente nas redes sociais.

O jornalista Rodrigo Sérgio Garcia Rodrigues, mais conhecido no meio da imprensa e político como “Rodrigão”, é uma dessas figuras que não dá para deixar de dizer e até “admirar” o quanto ele é envolto de uma grande aura de coragem. Talvez nem a mãe do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), dona Maria Helena, tivesse tamanha ousadia e confiança de defender o filho publicamente após a divulgação das imagens dele enchendo tanto os bolsos do paletó de dinheiro na sala da chefia de gabinete de Silval, enquanto deputado estadual, que um maço chega cair e ele brincar com a situação. Mas Rodrigão minimizou todo o escândalo que acabou se tornando nacional e tentou “virar o jogo” em um texto que fez e postou em suas redes sociais, onde questiona, por exemplo, qual a legitimidade do povo em cobrar honestidade de políticos.

Em outro momento ainda mais surpreendente, o jornalista sinaliza que Emanuel “tem o direito de errar” e que é preciso deixar o “passado para trás” e conclama as pessoas a apoiarem o prefeito que, em sua visão, está fazendo um “belíssimo trabalho” frente a Prefeitura de Cuiabá e que agora necessita de uma “corrente” para sair dessa. Só a título de contextualização, Rodrigão, que é ligado ao PMDB, tem como padrinho principal dos seus tantos cargos públicos já acumulados, como o recente posto de Secretário Indígena de Saúde Nacional, dentro do Ministério da Saúde, o deputado federal, Carlos Bezerra (PMDB), que é talvez o campeão de citações na famigerada “delação monstruosa de Silval”. Gestão Silval, aliás, que o próprio Rodrigão estava inserido.

Não dá, neste momento, para cobrar de Rodrigão uma postura dentro dos preceitos jornalísticos de defesa da sociedade após os vídeos que virem á tona, sobretudo os de Emanuel. Há muito tempo que o profissional da comunicação abandonou seu posto de “guardião da verdade” para ser, puramente, mais um militante e sobrevivente da chamada “relação política”. E para o militante das antigas, que é exatamente onde ele se enquadra em postura, a única verdade existente e necessária é a proteção de seus aliados e a demonização de quem está do lado oposto. Não interessa o tamanho do escândalo que veio a público, minimiza-se e tenta dividir a sujeira. Essa é a saída…

Veja alguns trechos da análise sobre os fatos feita pelo jornalista:

– “Quem está errado: o político que se sujeita cometer um ato ilícito para angariar fundos ou a maioria dos eleitores que só votam mediante algum favor ou vantagem?;

– “Como o atual governo do estado está envolvido até pescoço na sujeira (…) É natural que ele e sua turma queiram fazer um “carnaval” em cima desses vídeos para desviar a atenção das investigações que pesam sobre o nome do governador e sua gestão”;

– “Gente, vamos pensar com calma. Todo mundo erra, todos tem esse direito. Mas vamos deixar o passado pra trás e para a Justiça. Emanuel Pinheiro está fazendo um belíssimo trabalho como prefeito em Cuiabá (…) Faz um governo transparente e humanizado (…) Pense, análise com calma e vamos fazer um corrente. A hora é agora, o passado é passado”.

Como está com a cabeça muito voltada ao mundo político, o jornalista parece que não está muito preocupado com uma condição primordial para o trabalho de produção de conteúdo informativo: a credibilidade. O texto escrito por Rodrigão deixa claro que sequer passa pela cabeça dele a ideia de voltar ao mundo das reportagens e dos artigos opinativos. Uma pena, até porque o vídeo de Emanuel daria para ele um grande assunto para a coluna virtual que ele assinava e que tinha como nome “batom na cueca”.

Montreal