ALFREDO DE CASTRO: Câmara impede Pátio de reduzir qualidade do asfalto
Adventista



ALFREDO DE CASTRO: Câmara impede Pátio de reduzir qualidade do asfalto

Fonte: Da Redação NMT
SHARE
Foto - Arquivo Pessoal

O prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (SD), não conseguiu a reversão de uma lei municipal de 2015, de autoria do então vereador, Milton Mutum, que obriga a utilização do composto Concreto Betuminoso Usinado a Quente – CBUQ como o material a ser utilizado para pavimentar as ruas da cidade. O atual gestor queria liberar o uso do chamado asfalto frio TSD – Tratamento Superficial Duplo, vetado pela legislação aprovada há três anos atrás, mas não conseguiu os 11 votos necessários, na sessão desta semana, dentre os 21 possíveis na Câmara de Vereadores. Pátio prepara um grande pacote de investimentos para infraestrutura focado em uma região recém-formada na saída para Guiratinga.

O objetivo era ter posse de uma liberação legislativa para estender ainda mais a área de investimento na região do Alfredo de Castro, onde o Município prepara aplicação de pavimentação e drenagem de cerca de R$ 15 milhões com recursos próprios. Por fim, oito vereadores ainda sinalizaram positivamente ao pedido do prefeito, enquanto outros sete foram contra. Os vereadores Roni Magnani (PP), Sidnei Fernandes (PDT), Bilu do Depósito de Areia (PRTB), Fábio Cardozo (PDT) e Orestes Miraglia (SD), correligionário do prefeito, não votaram, enquanto que o presidente da Câmara, Rodrigo da Zaeli (PSDB), não apresentou seu voto por questão regimental.

O vereador do PCdoB, Sílvio Negri, foi um dos contrários a ideia do prefeito e justificou seu posicionamento de maneira estritamente técnica ao NMT. “É uma questão de custo benefício ao Município. O prefeito queria estender a possibilidade do uso do TSD até 2021, ou seja, um ano após o fim do seu mandato. Este tipo de material (TSD), a médio prazo, gera um custo de manutenção muito maior porque se deteriora mais rapidamente que o CBUQ. Votei prezando pelo bom uso do dinheiro público, até porque uma grande demanda da cidade são os buracos. As pessoas reclamam e com razão aqui na Câmara, ficando a nós vereadores a responsabilidade da fiscalização para que o melhor serviço público possível seja entregue. Até porque a diferença do custo entre um e outro é pequena. Não justifica-se”, analisou.

Uma outra polêmica que está sendo formada na cidade é o fato de que regiões mais antigas como a do Sagrada Família, dentre outras que fazem parte da Vila Operária e são tão carentes quanto o Alfredo de Castro, serem preteridas em relação ao último na priorização do investimento municipal. Negri não quis polemizar e sinalizou que a decisão sobre onde investir cabe somente ao Executivo. “Ninguém pediu nossa opinião sobre isso, mas não somos contra nada. Acho que todo bairro é prioritário e têm suas demandas. A decisão é do prefeito e temos de respeitar. Agora o questionamento sobre as questões técnicas é válido, como, por exemplo, a questão da drenagem. A pavimentação precisa ser precedida por um bom projeto de drenagem e no Alfredo de Castro temos profissionais que elogiam e outros que contestam o que está proposto para ser instalado lá”, pontuou.