Adolescentes dizem à polícia que agressão a menino deficiente auditivo foi uma...
Fullbanner1

Fullbanner2


Adolescentes dizem à polícia que agressão a menino deficiente auditivo foi uma ‘brincadeira’

Menino foi encontrado com os pés e as mãos amarrados com barbante, dentro de banheiro de escola, em Cuiabá. Suspeitos de agressão foram ouvidos em delegacia nesta terça-feira (27).

Fonte: G1 MT
SHARE
Caso de agressão foi registrado dentro da Escola Estadual Salim Felício, em Cuiabá (Foto: Google Maps/Reprodução)

Os quatro adolescentes suspeitos de amarrarem e agredirem um menino deficiente auditivo de 11 anos de idade, dentro do banheiro da Escola Estadual Salim Felício, no Bairro Parque Cuiabá, na capital, disseram à Polícia Civil que o ato foi “apenas uma brincadeira”. Todos os envolvidos são alunos da escola.

O caso ocorreu na segunda-feira (26). O menino foi encontrado pelo diretor da escola dentro do banheiro, com as mãos e os pés amarrados com barbante. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, ele teria sido agredido com socos e chutes e o diretor contou, ainda, que os agressores tentaram empurrar a cabeça da criança para dentro do vaso sanitário.

Segundo a delegada Anaíde Barros, da Delegacia Especializada do Adolescente (DAE), os quatro menores, que tem entre 13 e 14 anos, e as famílias deles foram ouvidos nesta terça-feira (27). A vítima também foi ouvida, por meio de intérprete de libras.

“Além de imobilizar, eles amordaçaram o menino para que ele não gritasse por socorro, e ainda ameaçaram afogá-lo no vaso sanitário. Então, isso, se é uma brincadeira, é uma brincadeira excessiva, que causou lesões aparentes, pelo menos nos pulsos dele”, afirmou.

De acordo com a delegada, os adolescentes foram apreendidos ainda ontem por injúria, mas foram liberados em seguida. Ela afirmou que o inquérito deverá ser encerrado ainda hoje, onde irá constar a motivação da violência. O processo, então, será encaminhado para a Promotoria da Vara da Infância e Juventude.

Os adolescentes deverão passar por uma audiência na quarta-feira (28), quando a promotoria poderá representar ou não pela internação deles ou por alguma medida punitiva. Já o menino de 11 anos e a mãe dele passaram por atendimento psicológico.

Montreal