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A pedido de Blairo, Ministério dos Transportes aprova estudo para concessão da Ferrogrão

Ferrogrão deverá escoar 30 milhões de toneladas de soja e milho por ano, entre o Mato Grosso e o Pará

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O trecho terá capacidade para escoar 30 milhões de toneladas de grãos de soja e milho por ano.

O Ministério dos Transportes aprovou, nos últimos dias, os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental da Estação da Luz Participações (EDLP) para a concessão do trecho ferroviário de Sinop (481 km ao norte de Cuiabá) a Miritituba, no município de Itaituba (PA), a chamada “Ferrogrão”.

O estudo foi proposto pelas tradings Amaggi, Cargill, Bunge e Louis Dreyfus Commodities, consorciadas com a empresa de estruturação de negócios EDLP, e visa facilitar o escoamento da produção de grãos da região Centro Oeste, principalmente Mato Grosso, por meio dos portos da região Norte do Brasil.

A Ferrogrão sairia de Sinop e seguiria por quase mil quilômetros até o porto de Miritituba, no Rio Tapajós, no Estado do Pará, onde a carga seguiria por mais 1.000 km de hidrovia para ser exportada pelos portos ao norte, como Vila do Conde e Santarém.

“Essa ferrovia deve dar à produção de Mato Grosso a competitividade mundial que o estado precisa”, avaliou o senador e ex-governador Blairo Maggi.

Com custo previsto de R$ 11,5 bilhões, 70% financiado pelo BNDES, o trecho terá capacidade para escoar 30 milhões de toneladas de grãos de soja e milho por ano, de Mato Grosso aos portos do Norte, com uma redução de até 40% no custo do frete.

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União da semana passada, e também aprova ressarcimento à EDLP pelo estudo, no valor de R$ 33,791 milhões, caso o consórcio não ganhe o leilão.

“No caso de eventual ressarcimento à empresa interessada, o valor aprovado será reajustado para a data do efetivo pagamento proporcionalmente à variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre fevereiro de 2014 e dois meses antes da data do efetivo pagamento”, diz o despacho.

A proposta irá para audiências públicas e análise do Tribunal de Contas da União. Só após o trâmite a concessão será licitada.

Fonte: HiperNotícias

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