“A obra mais cara é a obra parada”, diz ministro sobre VLT
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“A obra mais cara é a obra parada”, diz ministro sobre VLT

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Foto: Internet

“Sempre digo que obra mais cara é a obra parada. Então, que a gente possa, o mais rápido possível, retomá-la. O apoio está garantido para que se encontre a solução que permita ao Governo Federal e ao Estado suportar os investimentos dessa solução”.

A declaração é do ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), que, em visita ao governador Pedro Taques (PSDB), no Palácio Paiaguás, na manhã desta quinta-feira (4), defendeu a retomada das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.

Segundo Kassab, o Governo Federal dará todo apoio para que o Estado encontre a solução para concluir as obras.

O Governo do Estado precisa de, ao menos, R$ 400 milhões para retomar as obras.

A primeira etapa da consultoria da empresa KPMG demonstrou a viabilidade da obra, mas apontou que serão necessários mais R$ 602 milhões para a conclusão do projeto. Deste montante, o Governo tem em caixa R$ 200 milhões.

“Tenho certeza que será encontrada a solução e que em breve a obra será retomada, porque existe determinação política. Existe vontade política dos governos do Estado e Federal de encontrar essa solução”, afirmou Kassab.

De acordo com o ministro, o secretário de Estado de Cidades, Eduardo Chiletto e o secretário de Mobilidade do Ministério das Cidades, Dario Rais Lopes, devem trabalhar em conjunto, de modo a encontrar uma maneira de garantir os recursos para a obra.

“O VLT é algo que nos preocupa muito. Recebemos a visita do governador em Brasília, que nos colocou a profunda preocupação pelo volume de recursos que já foram investidos na obra. Mais de R$ 1 bilhão e a falta de perspectiva de finalização dessa obra, que se tornou muito importante, se tornou emblemática, para o Estado”, disse o ministro.

“Mas nós assumimos um compromisso que vamos trazer, junto à equipe do governador, todas as experiências no Brasil com assuntos semelhantes, que tinham um grau de dificuldade grande, mas que tiveram uma maneira de garantir recursos no que diz respeito as possibilidades do Governo Federal”, afirmou.

Para Gilberto Kassab, é preciso que a solução seja encontrada não apenas quanto à retomada da obra, mas, também, quanto à operação das linhas do modal de transporte urbano.

“Não só na execução da obra, mas também a operação da linha. E isso requer recursos, porque no mundo inteiro o transporte público, em especial o sobre trilhos, e também os BRTs, requer subsídios. E o Governo do Estado precisa conhecer os números para que possa suportar, definitivamente, a operação do VLT”, disse.

 

Parcerias

Para Gilberto Kassab, uma das possibilidades para a conclusão da obra seria uma Parceria Público-Privada (PPP).

Ele lembrou que, enquanto comandou a Prefeitura de São Paulo, usou esse recurso em diversos investimentos.

“Eu, como prefeito de São Paulo, me vali de importantes parceiras para encaminhamentos de importantes problemas na capital. Acho que nós devemos dar prioridade para a busca de parceiros na iniciativa privada. Porque os parceiros trazem recursos e oportunidade de participação na operação. Barateia o empreendimento, em especial no curto prazo”, completou.

 

Sem definição

O governador Pedro Taques observou a importância da visita do ministro. No entanto, disse que nenhum montante foi fechado com o ministério.

Segundo ele, isso será definido nos próximos meses, quando as secretarias do Estado e da União começarem a trabalhar juntas.

“As equipes técnicas definirão isso [o montante] mais à frente. Temos que fazer pedidos ao ministério e sabemos do momento econômico que o Brasil vive. Mas, também sabemos da importância do ministro Kassab no cenário nacional”, disse.

“O Estado entende, de acordo com a KPMG, que precisamos de quase R$ 600 milhões. Existe a possibilidade de estruturarmos isso via Ministério de Cidades, mas não é com uma reunião de duas horas que o ministro vai bater o martelo. Não é possível que Cuiabá e Várzea Grande continue a ter uma cicatriz em seu meio. Obra parada é prejuízo para o cidadão, e o Ministério de Cidades vai nos ajudar nisso”, afirmou.

 

Fonte: MidiaNews

Montreal