4-2-3-1 deve ser mantido? Veja o que Dudu e elenco do Palmeiras...
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4-2-3-1 deve ser mantido? Veja o que Dudu e elenco do Palmeiras pensam

Fonte: Tossiro Neto
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A escalação do Palmeiras contra a Ferroviária, no último sábado, surpreendeu. Ninguém esperava que Zé Roberto fosse deslocado da lateral esquerda (dando lugar a Egídio) para atuar improvisado como volante ao lado de Thiago Santos. Depois de vários jogos no 4-1-4-1, o técnico Eduardo Baptista adotou o esquema 4-2-3-1 e viu a equipe vencer em casa por 4 a 1.

Mesmo na arena e contra um adversário que ocupa a vice-lanterna da classificação geral do Campeonato Paulista, a goleada levantou a questão se o sistema deve ou não ser mantido para as próximas partidas – o time joga na sexta-feira diante do RB Brasil, em Campinas, e estreia na Taça Libertadores na semana seguinte, frente ao Atlético Tucumán, na Argentina.

Ao ser questionado sobre o assunto na saída da arena, Dudu preferiu desconversar. Nas primeiras rodadas da competição estadual, o capitão admitiu preferência pelo 4-2-3-1 (esquema utilizado por Cuca, antecessor de Eduardo, na conquista do título brasileiro), em declaração que acabou gerando alguma polêmica.

– Ele conversa com a gente, procura a melhor formação dentro de campo, o melhor posicionamento. Nosso time fez um bom trabalho, um bom jogo – esquivou-se o camisa 7, que, em vez de atuar pelas pontas, como vinha acontecendo, foi escalado originalmente como armador pela faixa central do campo.

– Para mim, tanto faz (o posicionamento). O importante é o Palmeiras jogar bem e ganhar. No ano passado também, algumas vezes o Cuca me colocou pelo meio. Estou feliz e espero continuar com esse desempenho que venho tendo – completou Dudu.

A utilização de Dudu pelo meio permitiu que Keno pudesse ser escalado na esquerda. O atacante fez seu primeiro gol com a camisa alviverde e – não só por isso – foi o principal nome do Palmeiras na goleada, apesar de a estreia de Miguel Borja ter atraído os holofotes. 

– O Eduardo vem me dando confiança, eu estava precisando disso. Vinha atuando bem pelo lado, com todo respeito ao Dudu, que é um jogador que não tem nem o que falar… Hoje (sábado) ele atuou por dentro e me ajudou muito também pelo lado esquerdo – comentou Keno, que, a exemplo de Michel Bastos, deixou a formação tática à escolha do comandante.

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– Ele mudou algumas peças, e deu certo. Isso mostra também a versatilidade da equipe, de poder mudar de um esquema para o outro e manter o nível. Deu certo, mas agora cabe ao treinador decidir. Acho que ele sempre tenta analisar o adversário para decidir a melhor forma tática – opinou Michel Bastos, outro a balançar a rede diante da Ferroviária.