GUERREIRA – George Ribeiro
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GUERREIRA – George Ribeiro

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george ribeiro - 22-01-16

As índias e seus uivados na noite escura…
Observe bem, guerreira, por onde pisa,
Pois a lua revela pouco do que precisa
E algo forte pode abalar sua estrutura.

Você nega, você para e observa em volta.
Não sabe de onde vem e nem crê no grito.
Ignora o que há dentro em causa deste mito
E luta contra si na intimidade e na revolta.

Seus lábios são a porta de seu mundo
E alimentam os instintos na noite densa.
Você muito nega, e foge, e muito pensa
Em seu maior medo: sentimento profundo.

Tal qual uma janela fechada para a brisa,
Não se entrega ou se permite, nada crê.
E, às vezes, ninguém faria mais por você
Do que alguém que você menos valoriza.

“Às margens do lago, ela se deu com espelho d’água…
Perdeu um mundo para dar-se a si,
Perdeu poder de ser feliz.
Não há festa, nada resta…
Sua maior batalha, suas penas…
Suas penas.
Foi derrotada por si mesma.
Solidão, guerreira, apenas.”

(*) George Ribeiro é poeta, rondonopolitano e membro da Academia Rondonopolitana de Letras, cadeira número 9.